Casei! E agora?

junho 16, 2009

Não, eu não  me casei no sentido literal da palavra! Sequer namorei sério, quanto mais casar, nem me passa pela cabeça. Este título é sobre o feriado que passou (de Corpus Christ), nele, casei!

Para aqueles que não estão familiriazidos com esta gíria, eu vos explico o que significa. “Casar” significa ficar com a mesma pessoa durante um certo período de tempo, agindo feito um casal de namorados, em eventos onde a probabilidade e oportunidade de se ficar com mais de uma pessoa são enormes. E.g. carnaval, feriados prolongados na praia, micaretas, etc.

A última vez em que me lembro de ter feito isso foi no Carnaval de 2007 em Diamantina, mesmo assim, só fiquei “casado” por dois dias. Depois que ela finalmente aceitou fazer sexo comigo eu dei um perdido e não a vi o resto do Carnaval. Além do mais, dois dias, no Carnaval, é um tempo ridículo. Sim, eu já fui péssimo nisso! Felizmente o tempo passa.

Neste feriado viajei para um local em Minas famoso por suas mansões e gente bonita. Lá aconteceriam várias festas e, para fechar com chave de ouro, uma micareta. Saí da minha cidade com um só intuito: pegar o máximo de mulheres possíveis. Entretanto, a viagem foi cansativa e na primeira festa eu não estava no pique, mal consegui beber.

Sexta-feira a história foi outra: ficamos em um sítio alugado, a galera de lá era muito animada. Churrasco e bebidas animaram a todos e a festa à noite prometia muito mais do que na noite anterior. Fomos pra lá e, realmente, o clima era outro. Entrei no clima de feriado, comecei a beber, a me entrosar com todos até que vi uma loira de olhos verdes que ao meu ver nem era lá grandes coisas. Pra mim seria uma mulher normal, na média.

Meus amigos estavam espalhados pela festa então ninguém me viu chegando nesta loira. Ela e uma outra mulher do grupinho de amigos dela já estavam me olhando há muito tempo. Eu só tive que escolher a mais gata e partir pra cima. A chegada foi padrão, nada demais, essa loira já estava no papo. Não deu outra, 2 minutos de conversa e eu já estava com minha língua dentro da boca dela (que sutileza, não?).

O fato é que rolou química e eu gostei do beijo da garota. Por isso fiquei a festa inteira com ela (comecei a ficar com ela no comecinho), mesmo com tanto potencial para explorar o local. No final da festa reencontrei com meus amigos (lembrando que eu estava com minha loira ainda) e ficamos trocando idéia na saída esperando aqueles que ainda estavam dentro da festa.

Sobrou um lugar no carro que eu estava e por isso demos carona para minha ficante da noite. Foi só ela sair e começaram os comentários:

“Puta que pariu! De onde você tirou essa mulher?”

“Você a hipnotizou? Como você conseguiu pegar aquela mulher?”

“Arruma uma loira dessas pra mim também, filho da puta!”

Os comentários foram daí pra baixo.

Sinceramente, não a achei grandes coisas. Como falei anteriormente, pra mim, ela ainda é uma mulher normal, que não me exige muito esforço pra pegar. Posso não ser um Brad Pitt da vida, mas também não sou nenhum Tião Macalé (NOJENTO, TCHAN!).

O dia seguinte seria a micareta que todos estávamos esperando, ia ser a tarde/noite de abater o maior número de mulheres possíveis. O dia foi de pura bebedeira, chegamos ao local do evento transloucados, trocando as pernas, chamando urubu de meu loiro!

Assim que entrei no show encontrei a loira da noite anterior e com ela fiquei até o final. Casei na micareta, casei no feriado. O pior de tudo que eu estava adorando aquele climinha de namorados. Eu conheci todos os amigos dela e ela conheceu os meus também. O engraçado foi ouvir o mesmo tipo de comentários daqueles que não a tinham visto na noite anterior.

Dois pontos importantes que eu pude notar: eu tanto frisei a beleza da garota porque se meus amigos não tivessem a achado linda do jeito que eles falaram, eu, provavelmente, não teria me casado com ela durante o feriado. Ela era loira dos olhos verdes, baixinha, não é meu tipo favorito, mas também gosto de loiras. Outro ponto importante foi eu ter gostado tanto de estar casado no feriado!

Não senti a menor falta de ficar com outras mulheres (apesar de que quando ela foi ao banheiro eu dei um perdido e fiquei com uma morena – minhas favoritas – do olho azul, que depois vir a descobrir que era amiga dessa loira). Por isso me pergunto se está chegando a hora de encontrar alguém e ficar quieto, fora do mercado, de vez. Tenho 21 anos e nunca namorei, em minhas ficadas sérias nunca fui fiel – nem cobrei fidelidade – e nenhuma durou tempo suficiente para me importar de verdade com a garota.

Ao chegar em casa a primeira coisa que fiz foi ligar pra mulher que eu estou ficando há 2 ou 3 meses (não me lembro). Conversamos e descobri que ela ficou com um cara no feriado também, segundo ela foi só por uma noite e não rolou nada.

Confesso que fiquei com ciúmes, confesso que fiquei puto da vida, confesso que eu fiquei com raiva, confesso que aquele meu pensamento infantil me veio à cabeça e confesso que não consigo tirá-lo daqui. Amanhã vou sair solteiro com meus amigos. Quanto mais eu pegar, melhor.

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Pensamento infantil

maio 24, 2009

Ontem saí, fui em uma famosa boate aqui da minha cidade. Sexta-feira discuti com minha “ficante oficial” e sequer saí de casa, estava cansado e com preguiça. O motivo da discussão foi um cara que ela é apaixonada.

A história deles é a seguinte: Os dois ficavam, ela apaixonou e ele a “chifrou” (entre aspas porque eles não tinham compromisso oficialmente). Enfim, isso há uns 3 ou 4 meses atrás. Tanto que quando eu a conheci ela me deixou ciente de que gostava de outro, por mim, tudo bem, quem estava ficando com ela era eu mesmo.

Até sexta passada estava tudo bem entre nós, por isso a chamei pra sair, como sempre. Ela inventou mil desculpas, depois falou alguma coisa desse “ex”, pela qual ela é apaixonada. Na hora mesma hora o sangue subiu. Ora, eu sei que ela é apaixonada por esse cara, mas precisa ficar falando sempre nele? E eu já havia pedido pra parar de falar no cara quando estivesse comigo, deixei bem claro que eu não sou o amigo confidente (leia-se, gay) que tem que ficar ouvindo o que o cara que ela gosta fez ou deixou de fazer com a digníssima. Se a pessoa está comigo, finge que gosta, pelo menos. Ela estava mal por causa do cara, mas até saber disso eu aceitei todas as mil desculpas que ela deu na boa. Só fiquei puto quando ela, subitamente, resolveu mudar de ideia e disse que ia prestigiar a festa que esse cara estava dando, mesmo falando que nunca mais iria querer ver o cara nem pintado de ouro.

Não tenho nada sério com ela, mas estava ficando apenas com ela. Acho que me acomodei. Por isso ontem resolvi sair com um só objetivo: pegar mulher. Quanta maturidade da minha parte, não!?

Sem entrar no mérito desse meu pensamento, a noite foi ótima. Fiquei com uma mulher linda (branquinha, cabelo preto comprido, ondulado). O intuito desse post é falar sobre minha atitude.

Já percebi que quando eu estou puto com alguma mulher eu consigo agir melhor com as outras. Acho que é algo que mexe com meu ego, discutir com uma mulher. Já comentei isso com amigas e elas falam que eu sou meio inseguro e por isso minha rotatividade é tão alta. Até pode ser, mas o fato é: adoro essa tal rotatividade!

A noite começou tranquila, marquei às 22h com um amigo meu na porta da boate. Como sabia que uma amiga minha estava indo pra lá também liguei para a mesma. Dei carona pra ela e uma amiga dela. Isso foi ótimo, porque, nessa boate, há uma fila pra homem e uma fila só pra casal e/ou mulher, fila esta que anda muito mais rápido do que a anterior. Entramos em cerca de 5 minutos e ainda por cima ganhamos cortesia do cara que toma conta dos carros.

Lá dentro a gente começou a beber de leve: pedimos um balde com 5 Skol Beats, depois pedimos um balde com 5 Smirnoff Ice. Quando nós acabamos de bebê-los eu e meu amigo (que ficou a noite inteira mascando a amiga para qual dei carona) resolvemos agir. Ele foi mascar mais ainda minha amiga e eu fui dar um rolé pela boate, sempre com aquele pensamento em minha mente.

Até que encontrei essa mulher, achei ela linda, entretanto um anão cara de mais ou menos 1,65m estava chegando nela. A cena estava hilária, ela era mais alta que o cara. Não teve como não rir. Desculpem-me os baixinhos, mas, sim, vocês estão em desvantagem. Ela cortou o cara, lógico, mas eu continuei a apenas vê-la dançar. Passou um tempo (menos de 2 minutos, acredito) um tiozão começou a chegar nela. Como eu estava bêbado comecei a rir mais ainda da situação. Foi quando, com o tiozão ainda chegando nela e vendo que ela não dava a menor bola, abordei a garota:

– Oi, eu tenho 21 anos e mais de 1,80m. Se você conversou com aqueles caras, vai poder me dar a honra de conversar comigo também!

Ela começou a rir na hora e o papo engrenou. Ela falou que tinha namorado, mas, e daí? Ela estava rindo pra mim toda hora, e com os caras ela só ficava séria. Depois ela me me confessou que minha cantada foi muito criativa e, por isso, deu abertura para que eu pudesse conversar. O papo estava fluindo, então resolvemos tomar tequila. Como diz um amigo meu: fiquei mais louco que o batman!

Depois da dose o inevitável aconteceu: fiquei com ela. Não sei se a desculpa do namorado era real ou não, também não me interessa. Fiquei com ela grande parte da noite quando ela foi embora. Dever cumprido!

Talvez (ou melhor, com toda certeza) meu pensamento é um tanto quanto infantil. Nem ligo, só sei que funciono melhor quando estou com “raiva” de alguma outra mulher por alguma coisa que ela fez comigo (ou deixou de fazer). As mulheres mais lindas que já fiquei, foram nesses momentos. Preciso discutir com alguém. 🙂


Festas familiares

maio 5, 2009

Uma das desculpas que eu mais costumo usar para não sair com determinada ficante (ou rolo) são as famosas festas familiares. Na próxima sexta provavelmente usarei esta tática novamente para sair com uma mulher diferente.

Após certo tempo utilizando-se desta artimanha para não deixar a ficante chateada por não poder sair com ela, a ousadia toma conta, é aí que se precisa ter alguns cuidados. Mais de uma vez já cheguei a convidá-la para a “tal comemoração”, sabendo que ela jamais aceitaria, claro. Nenhuma mulher quer ser apresentada a toda família quando a mesma não é a oficial. A cara-de-pau é tanta que eu até chegava a insistir com as mesmas, usando argumentos do tipo: “mas nós estamos saindo a tanto tempo” ou ainda tornando-se vítima e fazendo com que ela se sentisse culpada; “você não quer ser vista comigo, sempre te chamo para as festas da minha família e você nunca quer conhecê-los, acho que você não quer nada sério comigo!”. Isto tudo quando, na verdade, era eu quem estava dando o “perdido” por aí.

Ninguém é bobo, em alguns rolos a omissão de certas verdades é o que mantém a estabilidade. O que vale é a máxima: nunca pergunte o que você não quer saber. Entretanto, somos humanos, temos sentimentos (talvez alguns mais que os outros), mas isso fica para o próximo post.

Algumas dicas devem ser observadas:

1-      Tenha uma família grande: Esta desculpa não cola se sua ficante/rolo/caso sabe que sua família é composta de apenas sua mãe, seu pai e você. Se você realmente não tem uma família grande, caso seja necessário, invente esta desculpa. Atenção: a invenção só vale para aquele tipo de mulher que você tem plena consciência que não vai dar em nada, para futuras namoradas é melhor não inventar.

2-      Faça-a saber que você tem uma família grande: Fotos no orkut da família reunida é uma boa. Comigo, por exemplo, a parte da minha família que mora em minha cidade é composta por 17 pessoas (incluindo eu). Além do mais, tenho parentes no interior, o que já me foi útil diversas vezes. Basicamente, tenho acesso a certas cidades e tenho minha família como álibi para poder viajar até lá.

3-      Combine sobre a festa com seus parentes da mesma faixa etária: primos e irmãos que têm a mesma faixa etária que você tem mais chances de, um dia, encontrar com sua ficante por algum motivo (talvez uma festa da faculdade em comum, ou de amigos em comum). Por isto é muito importante incluí-los na sua festa ou, apenas, comentar com os mesmos sobre ela. Tudo isso para que, se necessário, eles possam afirmar que não puderam comparecer à festa, mas que ela realmente ocorreu.

4-      Não confunda o nome de parentes: Se você afirmou que foi até a casa da Tia X para a festa da Tia Y, não troque os nomes! Para muitos homens é difícil lembrar de detalhes de uma mentirinha, mas, acredite, pode vir a ser útil!

Sei que estas “dicas” são politicamente incorretas. Porém, acredito que uma mentirinha boba como esta seja suficiente para não ferir o sentimento de outrem. Se a pessoa que você pretende “enganar” (que palavra forte) não passar mesmo de uma ficante na qual você não vê futuro algum, apenas um sexo casual, vá em frente! Só não apóio esta prática pra compromissos oficiais (como namoro, casamento, “casais juntados”), por que aí, elas estariam mais que convidadas para as festas familiares.

Lembre-se, você nunca estará “vacinado” contra as festas de famílias alheias. Então, se você for vítima de uma, encare numa boa. A vida é muito curta, devemos aproveitar ao máximo enquanto podemos. Não faça perguntas demais e coloque-se no seu lugar, às vezes, você pode estar sendo o rolo grudento que não deixa sua parceira respirar. A beleza em se estar solteiro é poder usufruir desta liberdade.

“Se usou camisinha, lavou, tá novo!”